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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Eu percebi, nós percebemos

Eu percebi, nós percebemos
Um dia percebemos que nossa infância se foi e que não voltará mais, que os momentos especiais entre uma brincadeira e outra, ficou, que as canções se tornaram uma suave lembrança.
Um dia percebemos que não há mais aquele café da manhã com a família antes de ir para a escola, que ouvir música no quarto com as amigas não acontece mais e que brigar com o irmão por qualquer coisinha, ficou, como alegres momentos, felizes momentos onde o tempo se encarregou de afastar.
Um dia percebemos que o amor pode acabar, que podemos nos apaixonar mais de uma vez e que também sofremos desilusões. Percebemos que não existe príncipe encantado, que os “FELIZES PARA SEMPRE” só acontecem em contos de fadas.
Um dia percebemos que existe “céu”, que é quando quem amamos fazem essa viagem, para nos confortar e não sofrermos acreditamos que eles estão em um lugar lindo, num campo verde coberto com milhares de flores e “bem”.
Um dia acreditamos que estamos neste mundo para fazer algo produtivo, para fazer a diferença, acreditamos num mundo justo, onde todos possam viver com dignidade, amor e união.
Um dia percebemos que o mundo é vilão, que as pessoas se usam, se suportam, se compram. Percebemos que não há justiça, não há igualdade, não há amor.
Um dia percebemos que estamos aqui de passagem, que o tempo é curto, que a vida de antes se foi, que o presente é somente um dia, uma hora, um segundo para aguentar, para levar.
Um dia percebemos que o futuro não idealizamos mais, percebemos que a esperança de uma criança se foi quando o brincar se tornou um jogo... Jogo de sobrevivência.
Um dia percebemos que o primeiro amor deixou marcas, e que não acreditávamos que antes de amar um outro teríamos que nos aceitar mais, nos amar mais. Pois amores vem e vão.
Um dia percebemos que esse amor fez com que eu ficasse descrente, que não confiasse mais, não tentasse mais.
Um dia percebemos que o tempo estava passando, que estávamos sós nesse idílio. Percebemos que a solidão era nossa companheira, nossa cúmplice, nossa aliada.
Um dia percebemos que enquanto ainda batia meu coração eu pudesse ter feito a diferença. Que enquanto ainda tivesse um sopro de vida eu pudesse ter pelo menos amado mais, me importado mais, vivido mais.
Um dia percebemos que a morte não muda ninguém, mas a vida sim...
Quem sabe um dia, quem sabe...
Viver primeiro e morrer depois, mas sendo o protagonista de sua própria história.



Eu percebi tarde demais.
Débora F.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Fala, fala, fala...

Sinto que queres falar, sua voz ouço como um sussurro.
Fala, fala, fala...
Mas, não me transmite mensagem alguma!
Eu não quero lhe escutar assim, pois minha essência não é somente ouvir.
Diga por que veio, eu necessito entender.
A chave não é somente ouvir, mas compreender o que está sendo entregue.
Então assim, há de ter o intercâmbio entre nós,
Onde haja compreensão e as juras tenham valor.
Fala, fala, fala...
Desejo ouví-lo com sua voz harmoniosa, olhar atento e sorriso sincero.
Almejo sentir sua mensagem e não somente subterfúgios.
Não quero que fale para tão somente não falar nada...
Aspiro que fale ao meu coração e ouça o seu a lhe dizer:
Fala, fala, fala... Mas, com amor.
Você sabe que, basta um gesto seu, uma palavra sincera,
Para meus lábios sorrirem, meu coração empolgar
E minha alma cantar.
Fala, que quero te escutar.
Ou então, se silencie.

_Débora Francischini_

Crédito da imagem: Glimboo.com 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Era uma vez

Era uma vez

Um coração ferido, caminhando solitário por vales desconhecidos.
Ao longe outro coração, este comunicando melodias de amor.
Sua escolha estava feita. Dois corações em sintonia.
Um coração, ainda doente pelo medo, o outro, a cura perfeita.
No ar o clima do desejo, febre da atração.
Um encontro repentino, duas almas entrelaçadas ao anseio.
Herdeiros do desejo...
A beleza imaculada do momento, emociona, comove.
Sentimentos vividos, tornando-os prisioneiros do amor.
O gosto das lágrimas se envolve à pele,
como se fosse as águas do imenso oceano.
Um amor em meus braços, lágrimas no paraíso.
Paixão indomável, amor compreensivo.
Ele, ela... Cativos da paixão. Irresistível!
Um último desejo?
Desejo sem fim...
Era uma vez?
Outra vez.

_Débora Francischini_
"Um coração, outro coração... Solidão!
Dois corações em um só coração! Ele & Ela?
Não!
Nós." _Débora Francischini_

Crédito da imagem: Google


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

MEUS VERSOS, MINHAS FRASES, MEUS SONHOS, MEUS PORÉNS... (Fase 2)

“Busquei consolo na solidão e ela me mostrou que somente ela, 
somente ela tinha o direito de viver só.”                         
_Débora Francischini_


“Encontrei o caminho do amor. Estava ali pertinho, bem na esquina!”
 _Débora Francischini_


“Estava me sentindo tão só! O vizinho ligou o som e de repente, comecei a dançar! A música me fez companhia. 
_Débora Francischini_


“Eu penso em você mesmo não demonstrando, pois já deixou claro que meus pensamentos somente a mim pertencem.” 
_Débora Francischini_


 “Os sonhos só se realizam se você acordar e definitivamente, buscar!”
_Débora Francischini_

“Ontem...
Fiz o possível para te entender;
Arranjei desculpas para você;
E o tempo todo...
Eu me consumia.
Hoje...
Faço o possível para te esquecer;
Já não acredito mais em você;
E o tempo todo...
Eu vivo e sou feliz!”  
              
 _Débora Francischini_


Crédito das imagens: Google