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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Eu o amo

Eu o amo



Eu o amo

Amo amar você...
Olhando as estrelas, vejo nelas o brilho de seu olhar.
Mesmo longe, seu brilho me acaricia.
Apreciando o luar, vejo meus sonhos de encontro aos seus.
Mesmo longe, seu encanto me persegue...
Minha lua também é sua.
Contemplando o mar, sua imensidão me afaga.
Mesmo longe, esse mar me envolve...
Admirando as flores, sua beleza me conquista.
Mesmo longe, seu perfume me embriaga.
Deliciando-me com a chuva, sinto seus pingos em minha pele.
Mesmo longe, deleito de prazer... Só você.
Sentindo o sol em meu corpo, conheço seus raios a me acarinhar.
Mesmo longe, derreto-me toda ao sentir seu calor... Só você.
Seus olhos transmitem vivacidade... Seu brilho próprio,
Ofusca minhas estrelas... Só você.
Meus sonhos me levam a você...
Meu sonho... Só você.
Seus lábios conduzem ao paraíso...
Nossa ilha deserta... Só você e eu.
Sua pele me fascina... Extasia-me... Só você.
Encontro entre devaneios.
Seu corpo me enlouquece, alucina... Só você.
Só você que eu amo.


Agora, contemplando essa noite escura, percebo como meu céu está nublado, não há mais estrelas a me iluminar, a me encantar. O luar que sempre me foi tão puro, sublime... Nuvens sombrias se encontram no lugar. Senti meus olhos se inundarem de lágrimas e não fiz nada para reprimi-las. Se tudo fosse diferente, eu não estaria tão sozinha, chorando debruçada no terraço.


Débora F.

Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já... (Pablo Neruda)
Crédito das imagens: Google

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

MEUS VERSOS, MINHAS FRASES, MEUS SONHOS, MEUS PORÉNS... (Fase 2)

“Busquei consolo na solidão e ela me mostrou que somente ela, 
somente ela tinha o direito de viver só.”                         
_Débora Francischini_


“Encontrei o caminho do amor. Estava ali pertinho, bem na esquina!”
 _Débora Francischini_


“Estava me sentindo tão só! O vizinho ligou o som e de repente, comecei a dançar! A música me fez companhia. 
_Débora Francischini_


“Eu penso em você mesmo não demonstrando, pois já deixou claro que meus pensamentos somente a mim pertencem.” 
_Débora Francischini_


 “Os sonhos só se realizam se você acordar e definitivamente, buscar!”
_Débora Francischini_

“Ontem...
Fiz o possível para te entender;
Arranjei desculpas para você;
E o tempo todo...
Eu me consumia.
Hoje...
Faço o possível para te esquecer;
Já não acredito mais em você;
E o tempo todo...
Eu vivo e sou feliz!”  
              
 _Débora Francischini_


Crédito das imagens: Google

domingo, 30 de maio de 2010

Eu, mulher invisível

Eu, mulher invisível

Eu, mulher que caminha por campos verdejantes...
Meu andar deslumbra, fascina... Mera viajante, pura ilusão.
Imperceptível caminhar de mulher, sutil momento de solidão.
Eu, Mulher que dança sua própria coreografia...
Passos que comovem, promovem sensualidade ao compasso do apego.
Mera dançarina, pura ilusão.
Pequenina mulher a bailar seu passo solo a ninguém notar.
Eu, mulher que canta belas notas de amor, melodias que seduzem...
Meu cântico envolve, extasia... Mera fantasia, pura ilusão.
Insignificante mulher a cantar sua composição apenas para si.
Eu, Mulher que diz palavras doces...
Meu falar cativa, enleva... Mera alocução, pura ilusão.
Inaudível mulher a falar suas frases bem feitas a ninguém escutar.
Eu, Mulher que ama, que deseja...
Meu amor arrebata, abisma... Mera utopia, pura ilusão.
Imperceptível mulher a simplesmente desejar a amar.
Eu, Mulher que sonha o querer, o impossível.
Meu sonhar alucina, fantasia... Mero engano, pura ilusão.
Apenas uma Mulher a sonhar, coisas do coração.
É possível ir desaparecendo pouco a pouco?
Sim.
Eu, Mulher invisível...

Débora F.

“Só é possível tornar-se visível a partir do momento que as pessoas o amem pelo que você é, e quando você mesmo se principiar a se valorizar e se amar.” ( Débora Francischini).

Crédito das imagens: Google







sábado, 18 de abril de 2009

A visita ao Asilo

Era tarde quando chegamos, estavam oferecendo um chá, estava muito animado. Os idosos, sorrindo muito, pareciam ter rejuvenescido muitos anos.

“E pensar que aqui existem pessoas cujos familiares não vem visitá-los há muitos, muitos anos... Isso é crueldade. Nossa sociedade, ao contrário da oriental, não respeita os mais velhos. Os idosos são sábios, deveriam ser conselheiros dos jovens. Eles já viveram tanto, tem na alma o que ainda não temos: Sabedoria!”

*Posso saber o que está pensando?

*Na crueldade em que nossa sociedade, nossa cultura trata os idosos.

*É muito triste mesmo, aqui ou em casa... A sociedade esconde o idoso porque na verdade não consegue se ver no idoso.

*Sabia que aqui há idosos que não recebem visita da família há mais de 10 anos?

“O abandono é uma queixa muito freqüente nesses casos. Filhos e parentes deixam o idoso no asilo e passam anos sem visitá-lo. Ouve um caso de uma senhora deixada no local pelo filho, com a promessa de que ficaria lá por quinze dias. A justificativa era uma reforma na casa da família, que poderia ser prejudicial à saúde da idosa. Passaram-se nove anos até o dia da entrevista e ela ainda aguardava o dia de voltar pra casa.” (Jaime Luiz Cunha de Souza, professor do Departamento de Sociologia).

*Normalmente as pessoas querem se ver livres. Infelizmente, não entendem que a velhice é uma parte bonita da vida. Às vezes fico pensando que, quando envelhecer, vou querer ir morar numa praia deserta.

*Mas desse jeito estaria fugindo de você mesmo.

*Pois é... Mas tenho certeza que com quase cem anos, ainda estarei me dedicando ao meu trabalho, que tanto amo.

*Cem anos? Você quer viver tudo isso?

*Às vezes acho que cem anos é pouco. A vida para mim é pura magia, tenho medo de perdê-la.

*Você tem medo da morte?

*Não, de jeito nenhum! Já estive diversas vezes diante dela. O que eu temo, é perder a vida, é não poder mais ver o sol, as estrelas, o voar de um pássaro, uma flor...

*Entendo o que você quer dizer.

Voltando ao chá, não pude deixar de observar uma senhora, com o olhar triste, perdido...
Que judiação! Desde que a conheço, ela está esperando o filho que nunca vem. As pessoas deveriam ter um pouco mais de solidariedade.

“Apesar de seu papel desconstrutor, o asilo faz emergir a possibilidade de reconstrução de um novo mundo social para o idoso. Porém, isso acontece em uma dimensão mais restrita. Eles encontram formas de se relacionar, de ter amizades, namoros, como inimizades também. Não podemos dizer que eles têm uma vida social comum porque é como se vivessem num mundo paralelo. Você tem uma vida, mas não é a que tinha antes.” (Jaime Luiz Cunha de Souza, professor do Departamento de Sociologia).

Pensando agora como meu amigo, quero viver cem anos, mas quero viver uma vida e não somente passar por ela. E quando ainda puder e tiver forças, estarei indo visitar meus amigos no asilo, não posso substituir seus filhos, mas posso levar-lhes um pouco da minha alegria e meu interesse onde, eu, mera mortal estarei também me alegrando e usufruindo de suas sabedorias.
Débora F