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sábado, 4 de julho de 2009

O que eu odeio em você

O que eu odeio em você
Quando te olho, te observo encantada ao longe,
Tento me aproximar devagar, suavemente.
Não consigo, meu olhar não é o bastante.
Dá-me somente um olhar...
Que eu lhe darei motivos para me amar.
Você foge, se afasta e vai... Odeio.
Quando ouço sua voz penetrante, vivaz,
Procuro o silêncio para melhor lhe escutar.
Não é para mim, o silêncio é mortal.
Diga-me o que queres...
Que eu lhe darei motivos para me amar.
Você se cala, se afasta e vai... Odeio.
Quando sinto que estas perto, estremeço,
Quero senti-lo inteiro e de todas as maneiras.
Mas, você não sente como eu.
Sinta só um pouco...
Que eu lhe darei motivos para me amar.
Você se retrai, se afasta e vai... Odeio.
Nossos olhares se encontram,
Sua voz me acaricia,
Eu te sinto, suspiro, contentamento.
Você está perto, tento te tocar,
Um leve toque de amor,
Sinta meu toque, simplesmente e somente...
Meu toque.
Minha mão cai no caminho, não te alcanço.
Sinta meu toque,
Que eu lhe darei motivos para me amar.
Você se afasta, vai... Odeio.
Odeio o homem que não vê,
Odeio o homem que não diz,
Odeio o homem que não sente,
Odeio o homem que vai,
Sem ao menos me conhecer.
Odeio-me por não entender.
Débora F.