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sábado, 4 de julho de 2009

O que eu odeio em você

O que eu odeio em você
Quando te olho, te observo encantada ao longe,
Tento me aproximar devagar, suavemente.
Não consigo, meu olhar não é o bastante.
Dá-me somente um olhar...
Que eu lhe darei motivos para me amar.
Você foge, se afasta e vai... Odeio.
Quando ouço sua voz penetrante, vivaz,
Procuro o silêncio para melhor lhe escutar.
Não é para mim, o silêncio é mortal.
Diga-me o que queres...
Que eu lhe darei motivos para me amar.
Você se cala, se afasta e vai... Odeio.
Quando sinto que estas perto, estremeço,
Quero senti-lo inteiro e de todas as maneiras.
Mas, você não sente como eu.
Sinta só um pouco...
Que eu lhe darei motivos para me amar.
Você se retrai, se afasta e vai... Odeio.
Nossos olhares se encontram,
Sua voz me acaricia,
Eu te sinto, suspiro, contentamento.
Você está perto, tento te tocar,
Um leve toque de amor,
Sinta meu toque, simplesmente e somente...
Meu toque.
Minha mão cai no caminho, não te alcanço.
Sinta meu toque,
Que eu lhe darei motivos para me amar.
Você se afasta, vai... Odeio.
Odeio o homem que não vê,
Odeio o homem que não diz,
Odeio o homem que não sente,
Odeio o homem que vai,
Sem ao menos me conhecer.
Odeio-me por não entender.
Débora F.

11 comentários:

  1. Lindo.. Adorei.

    Meu namorado diz que me ama, não pelas minhas qualidades, e sim pelos defeitos. E parando pra pensar nisso, tenho que concordar. (:

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  2. Interessante, a tentativa de iniciativa da mulher ou falta dela ou o não sucesso dele enxergá-la ali querendo algo.

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  3. Poesias como essas me deleitam profundamente. Assim como vc tbm é um deleite para os olhos. Tbm adoro poetizar, como eu falo. Vc não precisaria escrever se não quisesse, bastaria que atuasse como Musa.

    Bjs e ótima semana!!

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  4. ODIAR FAZ PARTE DO AMOR JÁ QUE MUITOS ROMANCES COMEÇAMA A PARTIR DA UM BIRRA..

    ...EU ODEIO NÃO PODER FICAR COM VOCE E ODEIO SABER QUE EU AMO VOCE E VOCE NUNCA VAI ENTENDER, ODEIO NAO TE TERE ODEIO VC NAO COMPREENDER QUE TUDO QUE FAÇO É POR VOCE..

    beijos grandes no coração !!

    *-*

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  5. Eu também odeio esse tipo, que desiste antes de tentar e odeia antes de amar, julga quem não conhece e tem medo de se envolver!
    Adorei! bj

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  6. DÉBORA FRANCISCHINI, em comum parece-me temos a descendência italiana.

    É bom saber que não somos os únicos no universo(rsrs).

    Gostei muito da borboleta - blog de mulher inteligente e de bom gosto ,realmente faz a diferença.

    Eu,"conhecí você no blog da DÉIA´e da Sil,que aliás também nunca tinha ido, e assim com o seu é espetacular.

    Numa postagem da DÉIA, escrevi um comentário enorme (desculpe a falta de educação, pois ser breve é uma das regras da bolgosfera, mas como não tenho regras...(rsrs) e as temáticas são muito parecidas, então para que não haja dúvida eu simplesmente vou colar, no seu blog o comentário que fiz lá.

    Caso você venha achar indelicada a minha atitude, eu me desculpo antecipadamente, mas os temas são quase iguais , e basolutamente bem escrito. lògico que coloquei o seu nome, enfim...


    DÉBORA, Jean Paul-Sartre costumava dizer que : "O nosso inferno são os outros".

    Suponhamos que Sartre, não estivesse de mal humor neste dia,
    não tivesse tomado um fora da mulher que amava, ou simlplesmente, já de madrugada queria tomar uma bebiba e não tinha nenhuma, quando afirmou isto.

    Então a procura na nossa cara metade, seria ter que encontrarmos, o "Quarto dos
    infernos", já que o"Quinto " seríamos nós mesmos - fazendo aqui uma alegoria e uma homenagem ao famoso Dante de Alighieri.

    Freud, entrou nesta conversa de ralacionamento afetivo e disse -entre outras tantas pérolas até hoje respeitadas - que a linha divisória entre o amor e o ódio, é muito tênue.

    E, por ser assim, ninguém vive amando descabeladamente sempre, nem odiando de forma tresloucada.

    Nossa vida são passagens por esta tênue linha divisória, e ora amamos , ora odiamos, enfim...

    Se por exemplo, um homem está elogiando uma mulher, querendo-a levar para cama;

    -Querida, como você está ,linda.Cortou o cabelo, ficou muito melhor. E sua pele tá diferente, macia,gostosa, e esse perfuminho, adorável só perde para a cor deste batom. Está lindíssima.Uma princesa.Á propósito,vamos dar "umazinha?

    Ao que ela responde na lata:

    -Negativo, estou morrendo de dor de cabeça.

    Aí, começa o Freud a ter, razão mais uma vez.

    -Eu sabia, você só vive doente, com isso , com a aquilo... ´Deve ser este corte de cabelo, você ficou com cara de piranha e a cor ruiva é de lésbica.

    É impossível você não ter dor de cabeça , usando este perfume com cheiro de naftalina.

    Olha tua boca, parece grafitada por batom.Botom carmin é horroroso.

    Você, não me leve a mal, mais está digna de ser colocada na privada!!!

    DÉBORA, sabe quando eu acho que nós
    encontramos, a companheira(o)ideal?

    É extamente, quando quem está
    conosco, assume total cumplicidade. existe uma desavergonhada convivência animal e social.

    Nós achamos a nossa companheira ideal,exatamente, quando ela se enquadra - e sem nenhum pudor -
    naquela famosa frase do imortal dramaturgo Nelson Rodrigues:

    "SE TODOS CONHECESSEM A INTIMIDADE SEXUAL,UNS DOS OUTROS, NINGUÉM CUMPRIMENTARIA NINGUÉM" (RSRS)

    E termino, como ele terminava seus textos:

    É SÓ!

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  7. Devemos aprender a conviver harmoniosamente com os defeitos, pois viver apenas com as qualidades, é muito fácil, parabéns pelo texto enviado.
    Abraços fortes.

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  8. Débora,

    Uma declaração digna de uma conquista. Não dobrar-se ante dizeres tão confessos, ou é insensível demais, ou incapaz de render-se ao amor (ou paixão) de uma mulher.
    Se o tivesse lido na minha adolescência, certamente estaria estampado na primeira página do meu caderno de perguntas e respostas dos amigos e amigas que fiz, cujas recordações ainda guardo até hoje.

    The best!

    Abraço do amigo,

    Antonio

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  9. muito lindo e profundo o poema! eu adorei, abraço.

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  10. Adorei a poesia e as imagens.

    Sua poesia me lembrou uma outra que eu li a mis de vinte anos atras, a poesia dizia: "Olha me este instante só este instante..."

    Como a poesia se referia a um ser inanimado, de cara soou como metáfora, sua poesia tem um pouco deste ser que quer se sentir vivo, sente fome de viver, mas não é sequer notado, com exceção da última estrofe, onde o personagem passa a existir, para si.

    BJs

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  11. Sofje,

    Adorei o teu blog, que só agora tive oportunidade de visitar. Acho esta poesia muito bonita, aliás todas as que li.

    Parabéns!
    Beijos

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Vejo que veio me visitar e fico muito feliz. Então deixe sua marquinha comentando.
Beijo doce