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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Sentada a beira mar


Sentada a beira mar, estou a olhar,
Estou a pensar.
Só você não percebe, que meu amor,
Vai além.
Estou só, mas você de uma maneira que não entendo me acompanha, em meus pensamentos, em meus anseios, em meus desejos.
O mar me olha, e é tão azul que me ofusca, que me confunde. Meus olhos se perdem na imensidão do seu olhar.
Tento te tocar, mas não consigo. Eu sinto e é triste.
Sinto uma brisa em meus cabelos e com ela um sussurro.
“Eu preciso ir, meu encanto só permanece com a distância. Preciso sentir saudades para pode voltar.”
Tento te tocar, mas você está tão longe, longe do meu olhar.
A dor me incomoda, está alojada em meu peito. Ele clama por você, ele suplica.
“Volte”.
Quero seu encanto comigo, não importa mais, não ligo!
Sentada a beira mar, estou a chorar,
Estou a falar,
Só você não vê, que meu amor,
E seu.
O mar me cala, o mar abafa,
Suas ondas formam o suplicio em que se encontra minha alma.
Está tarde, fico contemplando o entardecer. Gotas caem, são lágrimas de saudade, lágrimas de tristeza que o céu compadecendo comigo, chora minha dor.
Um vento mais forte desarma minha apatia. Um grito:
“Não posso voltar, pois nunca fui seu. Ainda!”
Então, entendi. Quando estiver pronto, com seu encanto intacto, ele virá.
Era preciso esse tempo, era necessário ficar longe.
Meus olhos voltam a brilhar, a espera é minha maior companheira neste momento. E sei, que, quando você entender, estarei aqui para você.
Sentirei saudades, chorarei por você. Mas, estou feliz por ter esperanças que você perceba que esse seu encanto só será pleno e maravilhoso quando estiver comigo.
Sentada a beira mar, estou a esperar,
Estou a sonhar,
Só você não vem,
Te amo além.
Débora F.