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segunda-feira, 11 de maio de 2009

De que é feito uma amizade?

Quando crianças, estabelecemos um vinculo com nossos colegas de escola, vinculo este que nos faz sermos amigos, termos amigos no nosso meio escolar.
Esta amizade é estabelecida por afinidades, por conseqüência dos nossos atos: Se jogamos vôlei, nossos amigos mais chegados serão os que também praticam este esporte, se somos adeptas à leitura, também encontraremos nesse meio colegas que gostam de ler. Então vejamos por este prisma... Quem fará parte dos meus amigos nesta minha remota infância?



Ao atingirmos a adolescência, podemos ainda ter ligação com esses mesmos amigos que fizeram parte da minha infância. Quando o vinculo é forte, quando aprendemos a valorizar este amigo, a respeitar, essa amizade continua.

Já adultos, o ciclo continua o mesmo, algumas amizades continuam, outras não.
Ficamos então a pensar, onde este laço se desfez!
Quando tentamos entender este lance de amigos de muito tempo, podemos perceber que muito poucos os que continuam a ter contato. Vez ou outra, um alô...
É nossa vida mudando constantemente que faz com que percamos estes laços passados, e que não há nesse presente oportunidades de contatos, de sentimento de amizade.
Então eu penso o que eu sou ou o que eu fui. De quem foi o erro.


Erro?
Claro! Você perdeu os amigos porque eles quiseram ou foi você que quis?
Nunca saberemos se essas amizades perdidas no tempo valeriam à pena.
Muitas vezes nos disseram que amizade isso, amizade aquilo, é tudo muito lindo, é maravilhoso, e só vemos o lado bom! Do quanto precisamos preservar a amizade!


E então?
Bom, eu já tive muitas amizades, muitas decepções em relação a elas.
Amigos na adolescência que na verdade só necessitava de minha companhia para sair, se divertir, mas dar valor à amiga aqui? Não! Esse é amigo? Não!


E hoje?
Amigos que só estavam comigo quando precisavam. Esse é amigo? Não!
Tenho poucos amigos hoje, mas os que tenho são únicos. E quando digam pra preservar, agora eu sei como, e sei também reconhecer os que realmente se importam comigo.
Então falaremos dos bons amigos.


Como distinguí-los?
Podemos conversar com ele, não só sobre coisas boas, mas também ruins;
Podemos chorar, mas não só e sim juntos;
Riremos juntos;
Partilharemos a vida;
Cantaremos com emoção;
Faremos coisas simples e também complexas;
Falaremos da vida, do acaso, do amor, da tristeza;
Seremos amigos verdadeiros quando juntos conjugarmos todos os verbos que fazem parte da nossa vida.


Ser amigo não se explica, simplesmente existe.

Deixo aqui à dor, a saudade, a tristeza aos:
Amigos que perdi.


Deixo também, a alegria, o prazer aos:
Amigos que hoje fazem parte da minha vida.


E que meu coração está aberto a amizades futuras.


Débora F.


Eu poderia suportar,
embora não sem dor,
que tivessem morrido todos os meus amores,
mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Alguns deles não procuro,
basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida...
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure sempre..."
(Vinícius de Moraes)