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quinta-feira, 21 de abril de 2011

A procura


A procura

Viajando por vales desconhecidos,

Recuso-me a olhar o horizonte...

Sua beleza me confunde, entrevejo-me a sua imensidão.

Recuando aos obstáculos, minha paixão se funde ao medo.

Esquivo de seu olhar... Fujo de seu encanto.

Recuso-me a te encontrar, insensato fugitivo.

Viajando por dantes conhecidos,

Rejeito seu apego e renego sua aproximação,

Acuando aos interferes , meu ardor se edifica ao temor.

Poupo sua fácil tentativa, continuando minha jornada.

Doce entusiasmo... Vislumbro passageiro.

Viajando...

Continuo a procurar...

Olho, mas não vejo.

Meus encantos se esvaem...

Por vales desconhecidos viajei, por dantes conhecidos procurei...

A incerteza me persegue por buscas incompreendidas que encontrei.

Por propostas ousadas e insensatas que recusei ...

O amor nos vales é utópico...

Cansei!

Insensato fugitivo, onde se escondes?

Eu sei...

Mas, agora sou eu...

Por vales desconhecidos me escondo!

Por dantes conhecidos me oculto!

Encontrei a verdade...

Coração ferido, um eterno fugitivo.

Débora F.
"A procura se faz... Mas, cansa!" (Débora Francischini)

Fonte das imagens: Google

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Seus olhos


Seus olhos

Deixe-me te ver, navegar em seu olhar,

O prazer de senti-lo, esse desejo irresistível

Que emana de seus olhos, refletindo os meus.

Adorável sedutor...

Deixe-me sonhar, viajar em seu doce olhar,

O deleite que embriaga, esse sonho possível

Que supera o tentar, que supera o querer.

Desejável conquistador...

Deixe-me te falar, sussurrar em sua imaginação,

Palavras de amor que inspiram, sintonia de paixão que aquece,

Que nos transportam a mesma melodia do suave crepitar das ondas.

Deixe-me te sentir, deslizar meu olhar ao seu,

Onde o verde cintila o desejo de seu observar,

Acariciando como a brisa que toca em meu corpo...

Deliciando como o doce do pecado...

Êxtase que enlouquece o coração, onde só há...

O verde de seus olhos amando os meus.

Deixe-me... Te amar...

Débora F

Um mero olhar desnuda a alma do amor que se faz... (Débora F)

Crédito das imagens: Google

sábado, 3 de julho de 2010

A força de meu olhar


A força de meu olhar

Persigo-te em sonhos, onde a beleza de seu olhar me acaricia.
Meu apreciar de embate ao seu... Queria!
De encontro ao desconhecido, vejo-me te contemplando...
À distância me mantém, mas, meu olhar te alcança.
Fora de meu alcance, vejo te ir... Simplesmente vejo!
Uma viagem sem volta... Meu olhar te acompanha,
Percorre-te todo...
Sinto-te em mim, onde ondas me acalentam.
Querer-te em devaneios, misterioso encanto de uma ilusão.
Meu olhar ainda te segue, te persegue...
Fora de meu alcance, vejo te ir... Meu encanto utópico.
Distância que convém... O acaso te afasta.
Destino?
Vejo-te ainda, viajo teu corpo com um admirar...
Unicamente, o meu .
O meu olhar a te procurar, meu desejo virtual.
Infinita busca a te encontrar, meu anseio irreal.
Para juntos, a mesma direção olhar.
Digo-te agora sonho meu... Olhe-me, uma única vez basta.
Estou aqui, onde a distância se faz, mas não convence...

Estou aqui,
Do seu lado, somente a te olhar.

Vê?
Débora F.

"Meu olhar por muitas vezes se perde, pois a procura de um encontro se rende a um olhar de mero desengano." (Débora Francischini)

Crédito das imagens: Google, Edna Valeria.

domingo, 30 de maio de 2010

Eu, mulher invisível

Eu, mulher invisível

Eu, mulher que caminha por campos verdejantes...
Meu andar deslumbra, fascina... Mera viajante, pura ilusão.
Imperceptível caminhar de mulher, sutil momento de solidão.
Eu, Mulher que dança sua própria coreografia...
Passos que comovem, promovem sensualidade ao compasso do apego.
Mera dançarina, pura ilusão.
Pequenina mulher a bailar seu passo solo a ninguém notar.
Eu, mulher que canta belas notas de amor, melodias que seduzem...
Meu cântico envolve, extasia... Mera fantasia, pura ilusão.
Insignificante mulher a cantar sua composição apenas para si.
Eu, Mulher que diz palavras doces...
Meu falar cativa, enleva... Mera alocução, pura ilusão.
Inaudível mulher a falar suas frases bem feitas a ninguém escutar.
Eu, Mulher que ama, que deseja...
Meu amor arrebata, abisma... Mera utopia, pura ilusão.
Imperceptível mulher a simplesmente desejar a amar.
Eu, Mulher que sonha o querer, o impossível.
Meu sonhar alucina, fantasia... Mero engano, pura ilusão.
Apenas uma Mulher a sonhar, coisas do coração.
É possível ir desaparecendo pouco a pouco?
Sim.
Eu, Mulher invisível...

Débora F.

“Só é possível tornar-se visível a partir do momento que as pessoas o amem pelo que você é, e quando você mesmo se principiar a se valorizar e se amar.” ( Débora Francischini).

Crédito das imagens: Google