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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Que saudade de você

Que saudade de você
Que vontade de te ver
Te abraçar e sentir o teu calor
De ouvir a tua voz
De ficar contigo a sós
Nos trancar, te despir, fazer amor...
Até o sol raiar
Até o sol nascer
E vai chover
Cinco dias sem parar
E vai passar um furacão em nossa cama
E vai chover
Cinco dias sem parar
E nem assim vai apagar a nossa chama...

(Trecho da música 5 dias – Porto do som)

Saudade

Gostaria de ter o poder, de ter a ousadia para saber definir o que é saudade; Gostaria de saber decifrar este sentimento, de entendê-lo em sua totalidade; Gostaria de ter sabedoria suficiente para captar o seu verdadeiro sentido, pois só assim conseguiria fazer com que esse sentimento saudoso, não machucasse tanto, não fizesse com que sofrêssemos...
Quando nos machucamos fisicamente sentimos dor, mas não se pode comparar a dor da saudade. Sentir saudade dói demais, nosso coração aperta, sufoca... Parece que vai explodir!
Olho para o céu e viajo no movimento suave das nuvens, meus olhos acompanham este espetáculo... Meus pensamentos divagam perante o branco das formas, lances que só eu consigo ver e sentir. Continuo a olhar fixamente, acompanhando-as indo e voltando. Nuvens mais escuras se aproximam de meu olhar, suas formas modificam a Constancia do show que antes era branco e puro, agora se forma breu.
O instante se torna mágico, onde de dentro da cartola o coelho branco some... O coelho branco que se espelhava em minhas nuvens de algodão se vai e agora só me resta sentir sua falta, sentir saudade.
Sorrio quando me recordo dele, quando me lembro de suas variadas formas, em que este lindo coelho se fazia ver nesse céu tão límpido de minha vida...
Choro quando rememoro, quando me lembro de suas doces palavras de conforto, de nossos inesquecíveis momentos de aconchego...
O coelho de minha nuvem já não tem forma, não tem cheiro, não tem sabor... Meu céu já não é mais azul, o branco que antes viajava por ele se foi...
Só me resta agora a saudade.
Lembranças tristes pelo tom da partida, lembranças felizes pelos lindos momentos vividos e compartilhados.
Entender a saudade já não quero, percebi que esta palavra triste também pode ser um meio de sentir o quanto alguém foi importante e que é necessário viver este sentimento para que possamos ter um passado real. Pois a vida não é feita só de presente, é natural sentir, é compreensível poder lembrar mesmo que nos faça sofrer.

Lembrança do ontem, do hoje.
Saudade de você, de mim...
Saudade de nós.
E vou existindo assim...
Suportando os dias, atravessando as noites,
Meu pensamento ainda está em você...
O que estas a fazer?
Por que não liga?
Eu fico aqui, só a sentir...
Que já não te vejo mais...
O que estás a fazer?
Por que tão longe de mim?
Eu fico assim... Meio perdida sem você...
Saudade do tempo em que eu e você,
Perdidos no auge do amor,
Vivíamos felizes sendo “nós”...
O que estas a fazer?
Não quero mais sentir,
A conexão acabou...

Débora F.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Com você no coração

Com você no coração

O mar está revolto, o abalo invade a alma,
Recondicionando meu ser...
Ondas quebrando à margem, requisitando espaço.
Invadindo meu corpo, delimitando o tempo...
Frágil na enseada me crispa em anseios.
Dor de uma saudade no agitado pélago do medo.
Chamejas ó coração dilacerado...
Reacendendo a agonia de não te ver.
O tempo não condiz com meu tormento
Onde ele me faz te ambicionar ainda mais.
Ondas que abafam meu corpo, buscando tal paz,
Coração capturado este meu...
Preso a você, eterno Poseidon.
Este imenso oceano te levou, te roubou.
Estás além...
Meu corpo não sente mais,
Minha alma chora aumentando a distância,
Chovem lágrimas na enseada
Colorindo o mar abalado de vermelho...
Coração a pulsar ainda...
Fraco, debilitado...
Amor que não vem.
Ondas quebrando meu eu.


Débora F.
Crédito da imagens: Google

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O caminho

O caminho


Passos apressados na rua, densa e esburacada.
Vertigem do mal a vista, o medo domina meu ser...
Inquieta estou, tropeços desfiguram minha caminhada.
Resigno a me encontrar, temo o fim da jornada.
Prefiro a quietude no meu eu, não há saída... É o fim.
Em cada deslize, em cada tropeço,
A vida se mostra audaciosa e imponente...
Estrada maliciosa, caminho hipotético do algoz.
O medo está, se faz presente...
Caí...
Uma luz acolhe este ente machucado,
De pé a perseguir o fim, o encontro do meu eu.
Eu que hoje corre, que agora se acha.
Caminho difuso percorri,
Vida que passou por mim...
E hoje, estou aqui a me servir.
Meu medo... Temo ainda me encontrar
Em ti.



O passado se faz presente em muitas situações, não há o porquê tentarmos esquecer, temos que aprender a entendê-lo.
Nossa vida é uma íngreme caminhada, ás vezes em uma estrada dourada, bonita, onde a paisagem se faz em seu esplendor. Esse caminho é tão fácil de seguir, não há obstáculos, não há tropeços, só vemos o lado bom, o cenário é belo em sua magnitude, em sua essência. Ser feliz perante essa jornada é conseqüência do perfeito, do certo. O efeito é maravilhoso aos nossos olhos e a nossa vida.
Em outras, o caminho é difícil, tropeçamos a cada marcha, a cada olhada para os lados... Seguimos por ele, caímos e nos reerguemos... Mais alguns, e voltamos a cair.
Entender essa jornada não é simples, pois quando enfrentamos o caminho onde encontramos a mágoa, o ódio, a vingança, a tristeza, o desamor... Sentimos-nos tão pequenos, insignificantes aos outros e a nós mesmos. Estamos aí tão centradas em sofrer que não enxergamos o passo seguinte, que bem ali na frente existem diversas possibilidades, que o algoz presente não está, ele é passado... Mais um passo e o dourado do caminho aparecerá, só mais um, não pare, prossiga e entenda que lá atrás ouve o fracasso, a desilusão, o sofrimento e que você aprendeu com eles na dor como derrotar esse mal e ainda recomeçar sempre, pois não há tempo para nossa vida, cada minuto é um sopro e que este te leve sempre ao caminho de ouro.
Há um mundo dinâmico acontecendo, o caminho a seguir é sua escolha. Caminhe com segurança, com vontade de viver e agir conforme sua vontade de ser feliz. Tropeços acontecerão, mas só você pode decidir se ele te derrubará ou não. A escolha é sua.


Débora F.

Crédito de imagens: Google

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O caos do fim ... O ciclo

O caos do fim ... O ciclo


Todo término de relacionamento é abstruso e nos faz sofrer. Seja um “amor” de pouco tempo ou de muitos anos, a dor é a mesma se foi este um amor verdadeiro.
Quando nos deparamos com a perda, nos sentimos péssimas, caímos literalmente no fundo do poço. Ouvimos uma música romântica, choramos! Alias, neste clima em que nos encontramos, podemos ouvir Rock, Pop, Axé, Funk, Black, Pagode, Samba, Eletrônica, Gospel, Brega, Sertanejo, Forró, Dance... Que nos debulhamos em lágrimas. Isso sem contar, filmes, livros, propagandas, ver um casal de mãos dadas, até mesmo aquela receita de bolinho de chuva da vovó. Se formos medir a capacidade em litros de tantas lágrimas que perdemos num começo de fim de relacionamento daria para encher uma caixa d água ou mais.
Os amigos, a família, todos vem e diz que não vale à pena, que esse amor já estava fadado ao fim. Então percebemos aí que todos já sabiam, só eu que não. Será que ele falou com eles antes? Será que foi premeditado? O que eu fiz de errado?
Isso nos deixa mais melancólicos, nossa auto- estima se vai. O desespero se instala, a insônia nos consome dia a dia, pois vimos que foi o fim unilateral de um amor, o elo foi quebrado.
Nenhum rompimento nos parece saudável no primeiro momento, pois esse elo que tínhamos, nossos projetos, tudo desaba de uma só vez, isso nos deixa desnorteados.
Esse é o momento que chamamos de luto, em que temos que passar por ele para que possamos nos reerguer e seguir em frente.
Este período requer muita força e determinação, carecemos desse espaço denominado luto para que nós nos reencontremos, nos alinhemos de novo com nossos próprios sentimentos.
O tempo passa e a cada dia nos revigoramos mais, o apoio que recebemos, as palavras sinceras, os sorrisos calorosos, a vontade de viver é fundamental, é a base, é o que nos infunde e nos faz melhor, nos faz sorrir, nos faz esquecer e entender o que decorreu.
A mágoa agora já não é o que nos rege, que nos faz padecer. Já ficamos mais propícios a conhecer e ultrapassar novas fronteiras, já estamos libertas e com nossa auto-estima intacta.
E é nesse tempo, onde a renovação se instaura. Onde as asas que te aprisionaram dão vazão aos sentimentos de aceitação, de perdão. Essas mesmas asas te levarão a vôos por sobre as nuvens da esperança e do amor, serão vôos de glória, de encantos.
E após muitas viagens, muitos vôos... De repente, quando menos se espera...


MAR: Esse sorriso seu me desarma...
Daí fico olhando e perco as palavras!

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MAR: To bobo. RS.

Débora: Eu que estou ficando boba aqui!

MAR: Rs.. então somos 2...
MAR: É inevitável, posso te pedir uma coisa?

Débora: Hummmm... Pode!

MAR: Toma um cappuccino comigo?

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MAR: No final do dia... Ganhei a noite.
Débora: Eu também... Beijo.

A vida é um ciclo onde passamos por muitas coisas, coisas boas ou não. O importante é termos fé, esperança, um coração puro que possa perdoar e nunca guardar rancor, mágoas, mas acima de tudo é ter muito amor, pois ele te encontrará seja onde for.


E, como um bom presságio, começou a soprar uma brisa agradável que agitou os cachos floridos das acácias, fazendo cair sobre os dois apaixonados uma chuva de pétalas douradas.

Nota: Esse diálogo é real, mas claro que não se encontra na integra. Bom, devem estar curiosos sobre o cappuccino! Qualquer dia eu conto.

Créditos de imagens:Google.

Débora F.