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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O caos do fim ... O ciclo

O caos do fim ... O ciclo


Todo término de relacionamento é abstruso e nos faz sofrer. Seja um “amor” de pouco tempo ou de muitos anos, a dor é a mesma se foi este um amor verdadeiro.
Quando nos deparamos com a perda, nos sentimos péssimas, caímos literalmente no fundo do poço. Ouvimos uma música romântica, choramos! Alias, neste clima em que nos encontramos, podemos ouvir Rock, Pop, Axé, Funk, Black, Pagode, Samba, Eletrônica, Gospel, Brega, Sertanejo, Forró, Dance... Que nos debulhamos em lágrimas. Isso sem contar, filmes, livros, propagandas, ver um casal de mãos dadas, até mesmo aquela receita de bolinho de chuva da vovó. Se formos medir a capacidade em litros de tantas lágrimas que perdemos num começo de fim de relacionamento daria para encher uma caixa d água ou mais.
Os amigos, a família, todos vem e diz que não vale à pena, que esse amor já estava fadado ao fim. Então percebemos aí que todos já sabiam, só eu que não. Será que ele falou com eles antes? Será que foi premeditado? O que eu fiz de errado?
Isso nos deixa mais melancólicos, nossa auto- estima se vai. O desespero se instala, a insônia nos consome dia a dia, pois vimos que foi o fim unilateral de um amor, o elo foi quebrado.
Nenhum rompimento nos parece saudável no primeiro momento, pois esse elo que tínhamos, nossos projetos, tudo desaba de uma só vez, isso nos deixa desnorteados.
Esse é o momento que chamamos de luto, em que temos que passar por ele para que possamos nos reerguer e seguir em frente.
Este período requer muita força e determinação, carecemos desse espaço denominado luto para que nós nos reencontremos, nos alinhemos de novo com nossos próprios sentimentos.
O tempo passa e a cada dia nos revigoramos mais, o apoio que recebemos, as palavras sinceras, os sorrisos calorosos, a vontade de viver é fundamental, é a base, é o que nos infunde e nos faz melhor, nos faz sorrir, nos faz esquecer e entender o que decorreu.
A mágoa agora já não é o que nos rege, que nos faz padecer. Já ficamos mais propícios a conhecer e ultrapassar novas fronteiras, já estamos libertas e com nossa auto-estima intacta.
E é nesse tempo, onde a renovação se instaura. Onde as asas que te aprisionaram dão vazão aos sentimentos de aceitação, de perdão. Essas mesmas asas te levarão a vôos por sobre as nuvens da esperança e do amor, serão vôos de glória, de encantos.
E após muitas viagens, muitos vôos... De repente, quando menos se espera...


MAR: Esse sorriso seu me desarma...
Daí fico olhando e perco as palavras!

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MAR: To bobo. RS.

Débora: Eu que estou ficando boba aqui!

MAR: Rs.. então somos 2...
MAR: É inevitável, posso te pedir uma coisa?

Débora: Hummmm... Pode!

MAR: Toma um cappuccino comigo?

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MAR: No final do dia... Ganhei a noite.
Débora: Eu também... Beijo.

A vida é um ciclo onde passamos por muitas coisas, coisas boas ou não. O importante é termos fé, esperança, um coração puro que possa perdoar e nunca guardar rancor, mágoas, mas acima de tudo é ter muito amor, pois ele te encontrará seja onde for.


E, como um bom presságio, começou a soprar uma brisa agradável que agitou os cachos floridos das acácias, fazendo cair sobre os dois apaixonados uma chuva de pétalas douradas.

Nota: Esse diálogo é real, mas claro que não se encontra na integra. Bom, devem estar curiosos sobre o cappuccino! Qualquer dia eu conto.

Créditos de imagens:Google.

Débora F.