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domingo, 9 de agosto de 2009

Saudade ao luar

Saudade ao luar


O uivo de um lobo se escuta ao longe,
Refletindo em mim a magnitude de seu som.
Vejo-o através da névoa,
Vislumbro-o em sua pose imponente suplicando á lua,
Exaltando com sua melodia estridente.
Reajo a ele, me aproximo...
O luar se faz em reflexos dourados,
Reluzindo minha ousadia em querer tocá-lo.
Vejo-me sonhando, querendo-o.
Ele se vai, afasta de si o anjo que se aproxima.
Ousado, seu uivo trêmulo abala os ápices do amor.
Arrojado, seu olhar provoca a mais suntuosa dos seres.
O encanto do luar se desfaz, o inevitável acontece.
O encanto do amor se quebra, a angústia aconchega.
O tempo se foi, desfez o amor e o encanto se quebrou.
A agonia da lembrança se faz...
Em noites de luar me vejo a lhe seguir,
O que me resta de ti?
Saudade em prantos recai em meus...
Meus sonhos...
Mesmo assombrada, meio dormindo, meio acordando,
Não sei como vim parar aqui...
O luar se faz só.



Débora F.

Imagens: Google