Seguidores

terça-feira, 5 de julho de 2011

Saudade

Saudade

Minha mente divaga em pensamentos já reclusos.
Viajo em episódios vividos e sonhados...
Um dia te quis e te chamei de meu.
Hoje o que era se foi.
O amor presente se fez passado... Saudade!
De repente a saudade, a nostalgia me abraça.
Meu amanhecer foi até você.
Relembrando, sentindo, querendo...
Percorro caminhos obstruídos.
Um dia te desejei e te senti meu.
Hoje o que almejei, o tempo levou.
O querer presente se fez passado... Saudade!
De repente à vontade, a tristeza me alcança.
Meu entardecer foi até você.
Sonhando, vivendo, pedindo...
Corro alamedas interrompidas.
Um dia te amei e te proclamei meu.
Hoje o que amei, o encanto acabou.
O amor presente se fez passado... Saudade!
De repente a lembrança, a dor me entristece.
Meu anoitecer foi até você.
Amando, esperando... Ainda amando.
Recordo tempos existidos...
Um dia fui feliz e passou.
Hoje o que esperei, o momento passou.
O sonhar presente se fez passado... Saudade!
Saudade de um amor passado.
A dor presente se faz passado... Saudade!
A esperança presente se faz futuro... Saudade?
Não, simplesmente um novo recomeço.

 Débora Francischini
Crédito da imagem: Google

sábado, 2 de julho de 2011

Vida que te quero vida

Vida que te quero vida

Hoje, repensando minha remota vida, venho a entender várias passagens por mim vividas ou até mesmo somente passadas.
Vividas em que eu, no meu mais absoluto sossego fiz com que os momentos existidos tivessem reais significados. Estes andamentos fizeram por si só se eternizarem em minha existência, onde eu soube definir o prazer que me foi dado, a felicidade que me foi consolidada em momentos queridos e assim soube valorizar estes acontecimentos.
Vivi o prazer da infância, onde o brincar e a fantasia estavam presentes em meu caminhar... Mesmo que estes em passos lentos.
Vivi a descoberta da adolescência, aonde amizades vieram, o gostar se fez, o estudar prevaleceu, o primeiro beijo aconteceu... Mesmo que em passos dispersos.
Vivi a responsabilidade do ser adulto, onde o trabalhar se tornou prioridade, o amor aconteceu, a realidade mesclou aos sonhos... Mesmo que em passos rápidos.
Vivi erros e acertos, porém vivi! Entre sorrisos e lágrima, vida que te quero vida.
Passadas em que eu, sentada na estação dos episódios, vi cada momento se esvair perante meus olhos, como se fosse água a escorrer por entre meus dedos. Estes acontecimentos foram perpetuados no vale do esquecimento. Um tempo depreciado.
Deixei passar o prazer da infância ao me deparar com instantes adultos, onde eu descobri que o coelho da páscoa não existia, ou até mesmo que o papai Noel era pura fantasia e desacreditei de alguns sonhos. A infância se foi... Mesmo que em passos lentos.
Deixei passar, fiz com que minha adolescência oscilasse e se tornasse inconstante, onde amizades se foram, decepções acontecessem, o sonho se tornou ficção... Mesmo que em passos dispersos.
Deixei passar, fiz de minha vida adulta uma dura rotina, onde o trabalho não satisfazia, desacreditei do amor, a realidade superou os sonhos... Eu deixei! Eu acomodei... Mesmo que em passos rápidos.
O passado não volta, percebo agora que o instante é mágico, mas é voraz... Quero voltar a viver e sentir, sonhar e amar. Necessito mudar. Viver a vida e não deixá-la passar. Preciso ser feliz.
Vida que te quero vida, vida minha, necessito viver como se cada momento fosse um milagre e que acima de tudo Deus está comigo sempre.
Minha caminhada se fará a partir de agora no viver, reconhecendo e usufruindo cada pedacinho do meu percurso, sendo ele único e próspero.
Vida que te quero vida...
Débora Francischini


Fonte das imagens: Google

domingo, 26 de junho de 2011

Toque-me

 Toque-me

Meus pensamentos te buscam refletindo meus desejos.
Minha mente divaga ao encontro do querer...
Cobiço o calor de seu corpo de encontro ao meu.
Toque-me... É pedir muito?
Minha imaginação viaja em caminhos obtusos.
Meu corpo anseia ao seu querer...
Condiciono minha pele a sentir você... Doce fugitivo.
Toque-me... É pedir muito?
Fantasio o momento, invento o prazer esperado.
Minha ilusão se faz real...
Sinto a paixão anunciada, o calor alucinado.
Toque-me... É pedir muito?
Meu deleite é ter você, senti-lo em sua plenitude.
Vê-lo sussurrar meu nome... Em lábios saciados.
Experimento o prazer dos céus, a aprovação dos deuses.
Doce Eros.
Toque-me... É pedir muito?
Meus pensamentos te buscam em ilusórios momentos.
Só hoje... Toque-me.

Débora Francischini
"Pensamentos buscam a paixão onde os olhos não veem" (Débora Francischini).

Crédito das imagens: Google

sábado, 25 de junho de 2011

Todos os dias

Todos os dias


Todo o dia ao amanhecer, dou início a mais uma jornada. A esperança de um dia melhor me acompanha ao começo de um novo tempo. Um tempo em que de novo não se tem nada, um tempo em que a rotina se estabelece no mesmo ritmo.

Ligo o rádio, vejo a TV, notícias boas são sempre bem vindas, mas, o que se ouve me aflige intensamente; Má notícia? Sempre!

Toma o café da manhã comigo? Não tenho tempo, estou atrasado.

Estou só, leio o jornal, penso nos porquês, relembro dos momentos, estou só, rememoro o passado, me mexo na cadeira, olho para as paredes, estou só, vasculho minha memória a procura de alguma ocasião feliz. Só queria sorrir!

Vou para o trabalho feliz, ou ao menos, é como eu gostaria de estar me sentindo. Valorizada? Não. Continua por quê? O mercado de trabalho está difícil. Bem remunerada? Eu gostaria muito, mas não. A boa remuneração continua sendo de algumas classes privilegiadas. Sem opções? Eu continuo porque amo o que faço, me sinto bem, não fico nunca só. Será! É respeitada? Talvez.

O entardecer resplandece no horizonte.

Eu entendo sobre o perfume das boas intenções que me acompanharam, e que sua fragrância se alojou em mim; Eu reconheço os encantos que se aproximaram e que, com suas nuances se apropriaram um pouquinho de mim; Eu sou grata pela vida que me cerca, pelas pessoas que me dispensam suas histórias e que sente a minha. Eu agradeço a vida...

O céu se torna escuro, repenso meu dia, em que comportamentos, atitudes e sentimentos passaram por mim, o que ficou, o que passou. Esse tempo rotineiro, repleto de momentos passageiros ou mesmo, deleites eternos. Tempos de solidão ou não, de amizades, inimizades, períodos de aprendizagem.

E então...

Eu tenho esperanças, eu sempre espero que no outro dia o sol brilhe mais intensamente, que os momentos sejam mais caricias a me acalentar, me acompanhar.

E vivo a vida sendo ela rotineira ou não... Fim de expediente.




Débora Francischini

Crédito das imagens (Google)