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sábado, 25 de junho de 2011

Todos os dias

Todos os dias


Todo o dia ao amanhecer, dou início a mais uma jornada. A esperança de um dia melhor me acompanha ao começo de um novo tempo. Um tempo em que de novo não se tem nada, um tempo em que a rotina se estabelece no mesmo ritmo.

Ligo o rádio, vejo a TV, notícias boas são sempre bem vindas, mas, o que se ouve me aflige intensamente; Má notícia? Sempre!

Toma o café da manhã comigo? Não tenho tempo, estou atrasado.

Estou só, leio o jornal, penso nos porquês, relembro dos momentos, estou só, rememoro o passado, me mexo na cadeira, olho para as paredes, estou só, vasculho minha memória a procura de alguma ocasião feliz. Só queria sorrir!

Vou para o trabalho feliz, ou ao menos, é como eu gostaria de estar me sentindo. Valorizada? Não. Continua por quê? O mercado de trabalho está difícil. Bem remunerada? Eu gostaria muito, mas não. A boa remuneração continua sendo de algumas classes privilegiadas. Sem opções? Eu continuo porque amo o que faço, me sinto bem, não fico nunca só. Será! É respeitada? Talvez.

O entardecer resplandece no horizonte.

Eu entendo sobre o perfume das boas intenções que me acompanharam, e que sua fragrância se alojou em mim; Eu reconheço os encantos que se aproximaram e que, com suas nuances se apropriaram um pouquinho de mim; Eu sou grata pela vida que me cerca, pelas pessoas que me dispensam suas histórias e que sente a minha. Eu agradeço a vida...

O céu se torna escuro, repenso meu dia, em que comportamentos, atitudes e sentimentos passaram por mim, o que ficou, o que passou. Esse tempo rotineiro, repleto de momentos passageiros ou mesmo, deleites eternos. Tempos de solidão ou não, de amizades, inimizades, períodos de aprendizagem.

E então...

Eu tenho esperanças, eu sempre espero que no outro dia o sol brilhe mais intensamente, que os momentos sejam mais caricias a me acalentar, me acompanhar.

E vivo a vida sendo ela rotineira ou não... Fim de expediente.




Débora Francischini

Crédito das imagens (Google)